Ah, sobre a destruição dos Minis, né? Tá aqui:

Oi,

No último post falamos sobre o que aconteceu com a Mini-Challenge. Tentei passar algumas informações que não estão nos releases amplamente replicados na “mídia especializada”. Espero ter colaborado para seu entendimento sobre os fatos.

Então, se você leu atentamente esse post passado, lembra que eu falei do custo de renovação do equipamento, não é? Pois é, mas nem só equipamento novo tem custo, o velho também. Vou explicar.

2013-mini-challenge-ferro-velho

Desde 2003 temos no Brasil uma norma da Receita Federal que determina suspensão total de tributos de importação para bens destinados à realização/participação em eventos esportivos. Sabia? Legal né? Eu acho ótimo! Chama-se Regime Especial de Admissão Temporária. Dê uma olhada: http://www.receita.fazenda.gov.br/aduana/regadmexporttemp/regadm/RegEspAdmTemp.htm

Só que é o seguinte, existem regras para isso. É “admissão temporária” como o próprio nome diz. Ou seja, o carro entra sem pagar impostos de importação, mas ao final do prazo estabelecido pelo governo (confesso que não tenho certeza se são 2 ou 3 anos para carros de competição), eles devem voltar ao país de origem ou ser destruídos ou entregues à Fazenda Nacional ou nacionalizados. Neste último caso, é necessário pagar os impostos como se fosse uma importação normal.

Lembra quando a GT foi fazer uma “apresentação” na Argentina e até cancelaram uma prova aqui por isso? Então, os carros saíram do país para encerrar e depois reiniciar o processo de importação temporária. Tem carro que foi para a Europa pelo mesmo motivo, e vai acabar ficando por lá. Mas você nunca ouviu falar disso não é? É porque a Receita não estava dando a mínima pra isso nos últimos anos, e no ano passado começou a se importar com o assunto. O motivo deixa pra lá, você deve imaginar.

Então os Minis antigos precisariam disso também. Ou não. Eles podem ser vendidos para reciclagem. Em vez de gastos, rendem até uns trocados. Olha aí como foi:

E pra você que gosta de disparar contra a CBA ou Vicar ou qualquer outro que considere o responsável por isso, pode metralhar mesmo, mas faça isso sabendo que:

1) A norma existe desde 2003 e TODOS os organizadores de categorias no Brasil sabem muito bem disso.

2) Sabendo disso, deveriam prever os custos de renovação do equipamento ou saída/retorno dos mesmos.

3) Infelizmente no Brasil “planejam-se” categorias para viver por 2 ou 3 anos, como já vimos diversos exemplos.

4) A CBA não regulamenta o perfil e muito menos exige um plano de continuidade das categorias por um tempo mínimo.

Pronto, agora pode malhar os Judas, pois eles merecem!

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Sobre favarofala

Jornalista especializado em automobilismo, escreve regularmente para sites, jornais e revistas. Ver todos os artigos de favarofala

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